Imprensa ou prensa?

28/05/2012 12:23

Mandaram-me um Link (Uma hiperligação, um liame, ou simplesmente uma ligação (também conhecida em português pelos correspondentes termos ingleses, hyperlink e link), é uma referência num documento em hipertexto a outras partes deste documento ou a outro documento. De certa maneira pode-se vê-la como análoga a uma citação na literatura. Ao contrário desta, no entanto, a hiperligação pode ser combinada com uma rede de dados e um protocolo de acesso adequado e assim ser usada para ter acesso direto ao recurso referenciado. Este pode então ser gravado, visualizado ou mostrado como parte do documento que faz a referência). Via e-mail, nele uma repórter da Bahia humilhava um suspeito de assalto e de suposta tentativa de estupro contra uma vitima que foi ignorada pela reportagem, nesta “matéria”, ela ri do suspeito o acusa de estuprador e o chama de estuprador abertamente para os colegas. E depois se aproveitava da falta de conhecimento deste suspeito forçando-o a uma situação onde ela o levava a uma cena das mais lamentáveis a ir a uma TV aberta.

Os repórteres com alguma seriedade em seu currículo excretaram esta publicação através de notas públicas de repúdio a uma ação que segundo eles e este que vos relata é no mínimo denigrem a imagem da mídia pública.

O problema é que não é a primeira, e nem será a ultima vez que isso acontece aqui no nosso Brasil, se você parar e olhar para trás as duas maiores condenações  publicas nasceram dos esforços da mídia em criar o ambiente certo para suas matérias, basta fazer um acompanhamento imparcial dos casos Nardoni e Eloá Cristina.

Em Ambos os casos a imprensa (independente de correta em sua atuação) mostrou com grande parcialidade os fatos influenciando a opinião pública a cada novidade da acusação e levantando os defeitos nas alegações da defesa, em ambos os casos apontando os culpados além de mostrar os fatos o que quebra os paradigmas do bom repórter, que são o de mostrar os argumentos embasados em fatos documentos e ações e deixar que a opinião pública decida e pese as consequências de seus argumentos.

Permito aqui um parêntese: Na cobertura do caso Eloá Cristina, os repórteres das emissoras mostravam a agonia do pai da menina presa e enfocavam em como um cidadão honesto e trabalhador ao chegar em casa e ver sua filha refém de uma arma e um louco armado. A cena dele sendo retirado de maca após um desmaio foi e é repetida grandemente para sensibilizar a comunidade de não leitores que existe neste nosso país.

 O mesmo repórter o retratou como monstro manipulador quando as policias de determinadas cidades do nordeste o disseram que o procuravam sob suspeita de envolvimento com um grupo de extermínio. De herói a vilão em menos de uma semana...

Isso sem falar que voltando algumas décadas tivemos a eleição de certo candidato à presidência que foi praticamente alcançada devido à ação ativa e passiva de determinadas mídias que até lançaram uma telenovela que traçava um paralelo com o cenário politico da época e eu levava a crer claramente que se deveria votar em tal candidato.

E que menos de dois anos depois após medidas que desagradaram certos investidores e pessoas com grande poder financeiro, esta mesma mídia começou através de séries que evocavam o espirito de rebeldia da década de sessenta, espirito este que de maneira alguma fora retratado durante o período de repressão, mas que agora se fazia necessário para retirar aquele risco à economia capitalista fundamentalista do poder, através da opinião pública de jovens que não tinham sobre o que se rebelar e de repente viram a chance de derrubar um governo, e isso através da recém-adquirida democracia. Olha aí a mídia tendenciosa de novo.

Reitero aqui que não são todos os repórteres que se rendem a tais leis de silencio ou que regram seus textos aos interesses de superiores que estão lá apenas para conseguir a tão sonhada audiência no IBOPE (1 ponto de audiência equivale a 58000 residências), mas estes são marginalizados pelos consumidores da mídia viciada e seus textos morrem sem serem entendidos e absorvidos na totalidade, sendo alvo de citação para os cultos fortalecerem suas teses, e morrerem em bibliotecas jornalísticas de faculdades/universidades longe do grande público que é seu alvo primário.

Enfim Este texto tem como objetivo único explorar um cenário e eximir de culpa toda uma classe de erros cometidos por poucos e rezar para que consigamos uma imparcialidade midiática que nos force a pensar e não que pense pela gente, que nos de a noticia e que nos faça crer que façamos parte de um mundo e não que passamos a seu largo, é uma suplica para que os bons repórteres continuem seu bom trabalho, sem citar nomes sem a obrigatoriedade de criar regras além da imparcialidade que se espera deles, que programas tendenciosos que exploram de maneira negligente a miséria humana em nossa sociedade se tornem programas que mostrem a miséria humana mas nos permita pensar sobre causas e efeitos e que decidamos de maneira democrática como lidamos com a situação, que os supostos juízes jures e carrascos sumam de nossa imprensa marrom e sensacionalista e que se faça valer os direitos de todo cidadão que lhe seja facultada a inocência até que se prove sua culpa e não ao contrário.

Fico grato aos repórteres da Bahia que Fizeram valer seu direito democrático a um abaixo assinado através de uma carta aberta ao público que permite a participação popular no show criado pela repórter e seu diretor, no inicio deste texto e que também serve como uma tapa na cara de toda a mídia manipuladora deste nosso Brasil varonil.

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