Mais uma vez... Música
Novamente falo de música, não como um critico qualquer, visto que só falo do que gosto. Desta vez visto os engenheiros do Hawaii, a música está entre minhas favoritas em todo o repertório da banda, pelo simples fato de que ainda vivemos em um mundo onde a violência existe nas mais váriadas formas, já falei a respeito do metallica e do lobão que abordam temas não muito convencionais como em unnamed feeling, ou a vida é doce, esta também segue a mesma linha mostrando traços dos monstros que vivem em nós e que temos que combater haja o que houver.
A Violência Travestida Faz Seu Trottoir
Engenheiros do Hawaii
Composição : Humberto Gessinger
No ar que se respira, nos gestos mais banais em regras, mandamentos, julgamentos, tribunais
na vitória do mais forte, na derrota dos iguais a violência travestida faz seu trottoir
Na procura doentia de qualquer prazer
Na arquitetura metafisica das catedrais
Nas arquibancadas, nas cadeiras, nas gerais a violencia travestida faz seu trottoir
Na maioria silenciosa, orgulhosa de não ter vontade de gritar, nada pra dizer A violência travestida faz seu trottoir em anúncios luminosos, lâminas de barbear No vídeo, idiotice intergaláctica na mídia, na moda, nas farmácias no quarto de dormir, na sala de jantar Uma bala perdida encontra alguém perdido encontra abrigo num corpo que passa por ali A violência travestida faz seu trottoir em anúncios luminosos, lâminas de barbear A violência travestida faz seu trottoir em anúncios luminosos, lâminas de barbear Tudo que ele deixou, foi uma carta de amor, pra uma apresentadora de programa infantil. Nela ele dizia que já não era criança, e que a esperança também dança como monstros de um filme japonês. Tudo que ele tinha era uma foto desbotada, recortada de revista especializada em vida de artista. Tudo que ele queria era encontrá-la um dia - todo suicida acredita na vida depois da morte. Tudo que ele tinha cabia no bolso da jaqueta. A vida quando acaba, cabe em qualquer lugar. E a violência travestida faz seu trottoir... Não se renda às evidências não se prenda à primeira impressão No ar que se respira nessa total falta de ar a violência travestida faz seu trottoir Em armas de brinquedo, medo de brincar em anúncios luminosos, lâminas de barbear
a violência travestida faz seu trottoir nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal
Armas de brinquedo, medo de brincar a violência travestida faz seu trottoir
a morte anda tão viva, a vida anda pra trás é a livre iniciativa, igualdade aos desiguais
na hora de dormir, na sala de estar a violência travestida faz seu trottoir
E estraga tudo, enterra tudo, pá de cal enterra todos na vala comum de um discurso liberal
Armas de brinquedo, medo de brincar a violência travestida faz seu trottoir
Armas de brinquedo, medo de brincar a violência travestida faz seu trottoir
Eles dizem com ternura:
"O que vale é a intenção" e te dão um cheque sem fundos do fundo do coração
nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal a violência travestida faz seu trottoir
a violência travestida faz seu trottoir